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Lugar Comum


Sobre pequenas ressurreições: um afogado, uma serpente e o calcanhar, a mordida na maçã e a castração.

 

Uma situação limite em meio à crise nada mais é do que o desejo de mudar de posição. Partindo daí temos então pelo menos duas portas bem proeminentes para escolher: a do completo desconhecido e a das não-possibilidades, não sendo simples optar por nenhuma das duas.

 

A porta do completo desconhecido guarda, no entanto, mais esperança do que a outra, (ao contrário do que é comum pensar) simplesmente pelo fato de não se saber se uma agonia finda por vez, ou se prolongará por punições (e isso, agora sim, faz parte de uma consciência coletiva).

 

Se considerarmos que nessa primeira porta exista continuidade, então em ambos os casos, a conseqüência é sempre uma punição. Fator que me faz concluir não haver muita diferença em adiar um pouco mais, porque se nossa consciência de bem e mal aceita essa conseqüência como forma de redenção, tanto faz a fagulha da existência, pois, podemos nos auto-punir vivos ou permitir que uma “entidade maior” o faça.

 

Esperança nada mais é do que uma questão de fé, não necessariamente religiosa e aí está a diferença fundamental entre as duas portas. Em uma você tem o que se habituou nomear por “livre-arbítrio” mesmo isso sendo questionável, na outra você se livra da responsabilidade, entregando a papelada à burocracia.

 

Um terceiro caso, um pouco mais sutil, seria a questão de não haver continuidade nessa primeira porta o que nos levaria também à “não-possibilidade”, assim como se considerássemos que toda punição é uma castração. A discussão entra em choque nesse ponto. E a partir daqui então considerarei tudo uma questão de castração, ou de “não possibilidade”. E então vou reescrever a lógica anterior sob outro ponto de vista:

 

A “não-possibilidade” é uma possibilidade, mas nessa não há esperança alguma. O sujeito sabe perfeitamente que o prolongamento de uma situação só pode trancá-lo em um labirinto ou em um andar sempre em círculos, que nem fio de Ariádne é capaz de salvar, porque não adianta voltar ao ponto de partida.

 

Se, no que anteriormente foi denominado primeira porta não existir continuidade, a “não-possibilidade” está no fato do desconhecido não ser uma existência sob nenhum ângulo e esse já é o ponto final da questão.

 

A outra forma de “não-possibilidade” dada pela segunda questão, ou mesmo pelo fato de uma continuidade na primeira porta, é sob o aspecto da castração, que é também, por sua vez, uma “não-existência” (ou a impossibilidade de perpetuação), só que ainda dentro da ação de existir, nesse plano ou em qualquer outro.

 

Se a punição é dada pela “fé” (ou seja, o indivíduo já está morto), a castração é primeiramente biológica (ele não existe fisicamente para continuar se perpetuando), em segundo lugar ela é simbólica porque não depende da vontade-própria a conseqüência do seu ato original e essa impossibilidade de ação e julgamento é também “não-existir”.

 

No caso da sobrevivência, a castração é meramente simbólica, no caso feminino física também (em partes). O ser é obrigado a se auto-punir para poder mudar de posição. Isso implica numa obrigação de redenção reeducando atos. Se anteriormente uma situação era dada e certa e no instante seguinte teve que mudar abruptamente, de forma desfavorável, isso é simbolicamente uma castração. Embora, nem sempre isso seja uma coisa terrível.

 

(continua...)



Escrito por driTama às 17h36
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(continuação)

 

O problema é que se costuma pensar sempre que uma castração é de fato algo terrível, porque no sentido literal é a extração do órgão de perpetuação da espécie (repetindo, nada mais é do que um caso existencial). E não é agradável, nem prazeroso pensar nisso, pelo contrário, a reação é sempre de solidariedade para com a dor.

 

A religião é uma forma de castração e se não fosse necessária à humanidade não existiria. Na minha concepção, nada perdura por tanto tempo se não há necessidade.

 

Usando exemplos micros (ou de partes pelo todo) de duas delas que se tratam na realidade de nuances: uma é a opção pela castidade (no caso do catolicismo) e a outra da ausência de prazer físico (no islamismo). Em ambas existe o subjugar do instinto à razão e em um plano macro, qualquer religião é isso, exceto em algumas ocorrências pouco fundamentadas que surgiram no decorrer da História, baseadas em algum maluco por aí com grande poder persuasivo.

 

O ato de castrar, voluntário, é índice de falta de esperança no que diz respeito ao fato de só dessa forma o indivíduo ser capaz de obter uma pequena ressurreição, através de redenção e desapego.

 

(continua...)

 



Escrito por driTama às 17h35
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Eva (cont)

 

Esqueçamos um pouco as religiões e vamos nos ater à História que nos foi contada, como simples ficção.

 

Eva teria sido a primeira mulher a ter TPM? Biologicamente muito provável, afinal isso é uma questão meramente hormonal e mesmo que não tivesse cometido o pecado original estaria sujeita a alterações de humor. Ora, as fêmeas de outras espécies são assim até hoje.

 

Imagine um belo dia ensolarado... Adão correndo livre, leve, NÚ e solto pelos bosques caçando borboletas coloridas e Eva num terrível dia de mal-humor em que aquele habitat teoricamente agradabilíssimo, praticamente o céu, era a pior coisa no mundo. Agora junte-se a isso o fato de não ter sido fecundada naquele exato mês e de seu organismo estar desencadeando uma série de seqüências hormonais que a fizessem se sentir horrível, indesejada, burra,  um ser tão pequeno que além de tudo, fora extraída daquela coisa pululante a sua frente... e se por exemplo, Deus a tivesse incumbido de fazer a faxina de todo o Éden ao invés de ficar caçando borboletas junto a Adão, ou então cuidando de suas madeixas exalantes de feromônios com um banho de algas marinhas?

 

Agora imagine se Adão na maior ingenuidade virasse pra Eva e dissesse: “nossa Eva, acho que você andou comendo bananas demais, porque parece mais cheinha ultimamente”. (vamos desconsiderar que a questão aqui de exaltação à magreza é algo historicamente novo, afinal isso é uma ficção). Ah, claro, esqueci de dizer... que na origem dos tempos os homens ainda se alimentavam só das plantas, só após o dilúvio Deus permitiu que comessem a carne.

 

Então, agora imagine o acesso de fúria que Eva adentrara.... não seria necessário uma serpente, nem maçã, nem árvore da consciência do bem e do mal, pra que ela virasse e dissesse: “escuta aqui ô coisa saltitante... vai tapar essa coisa pequena que não faz nem cócega aí no meio das suas pernas e me deixa aqui em paz!”

 

Pronto... Adão então.... após ter vivido pouco mais de 100 anos, ainda em plena juventude percebera que estava nu e foi logo se cobrir e procurar folhas de bananeiras e fez o mesmo para tapar as vergonhas de Eva, afinal ela não lhe parecia mais atraente aos olhos.

 

Esse foi o pecado original. Depois disso, Deus não conseguiu matá-los como prometera, pois eles já tinham feito isso.... como crianças quando descobrem a morte. O crescimento e a perda da inocência geram um tipo de morte. Deus então executou a segunda castração da história da humanidade, para que os dois pudessem viver. Adão teria que trabalhar ao invés de caçar borboletas e Eva teria partos cada vez mais dolorosos.

 

(continua...)



Escrito por driTama às 17h34
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(continuação Eva)

 

Antes se relacionavam, mas não havia matrimônio, agora sim, pois completando, Deus ainda subjugou a mulher à Adão. O que não significa que fosse um ser inferior ao homem e sim que ele (homem) seria senhor dos instintos dela e que teoricamente Eva (mulher) só poderia se sentir atraída pelo seu homem (isso era a questão do domínio).

 

Ao sair do paraíso os homens conheceram a depressão.

 

A humanidade vem lutando contra o pecado original desde então e, as mulheres, na busca por não terem seus instintos sublimados, acabam fazendo isso por necessidade e por escolha com elas mesmas evitando o maior de todos os instintos.... o da maternidade.

 

O instinto da maternidade não permite que a mulher crie nada, só permite que a mulher proteja a sua existência e de uma possível prole (isso é biologia) e esse é o pior dos males a se combater. A mulher se castra o tempo todo por necessidade de auto-afirmação como indivíduo pensante e produtivo, evitando esse instinto para poder se igualar.... afinal foi por isso que algumas mulheres algumas décadas antes de mim lutaram tanto, contrariando a diferença essencial entre homens e mulheres....homens não têm o que proteger e quando o fazem é porque possuem desde o embrião um cromossomo X.

 

Piadinhas à parte....e voltando ao ato de castrar....

 

Com a criação da pílula anticoncepcional na década de 50 a castração feminina estava em partes resolvida. A mulher se mata temporariamente para sua função reprodutora primordial e ganha disposição, tempo e outros substantivos para fazer quaisquer outras coisas da vida e para poder criar coisas também (isso é o mais importante).

 

Porque, socialmente, é através da castração que se ganha clarividência...e não fui eu que disse isso.

 

Inclusive, há uma frase clássica de Mondrian  que diz: “Cada gota de sêmen desperdiçada é uma obra de arte perdida”. Isso é uma frase ambígua, mas obviamente de castração explícita. Se num primeiro sentido (moralista) entende-se que sexo demais é perda de tempo pra criação de obras de arte (o velho embate instinto/impulso x razão), por outro lado poderíamos entender que não há obra mais perfeita que a existência e a criação de um ser e que esse ato seria sagrado. (é somente uma questão de ponto de vista).

 

No entanto, o cérebro feminino vai continuar produzindo a mensagem: “você não é mãe!”, “você não é mãe!” e isso gera uma crise existencial em algumas mulheres, pq para seus específicos organismos, a castração é o mesmo que não viver e para seu instinto a impossibilidade de não gerar uma obra perfeita é conflitante com o desejo de cumprir outras funções e papéis sociais e a grande maioria das mulheres em algum momento na vida passa por isso, como por vezes, o caso fica mais fácil quando justamente não se evita o instinto e resolve-se logo a questão para poder seguir adiante, um pouco mais repletas.

 

Embora também a questão de plenitude seja discutível em outra pauta.

 

(continua...)



Escrito por driTama às 17h34
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A inveja (cont)

 

Há o caso espelho. A necessidade de enxergar-se através do outro. A serpente só é invejosa porque não pode morder seu próprio calcanhar, então só resta abocanhar o dos outros seres. Essa é a vontade de castrar o próximo, um tipo de sadismo ocasionado pela própria incapacidade de obtenção daquilo que é desejado. Pela “não-possibilidade” que sempre lhe foi inerente.

 

Voltando à nossa fábula.... quando Eva atacou Adão com palavras rudes ela não estava pensando necessariamente no que seu ato ocasionaria, ela só queria atacar, porque se sentira atacada, nisso não há intenção nem de bondade, nem de maldade, há instinto. Já Adão, interpretou isso, provavelmente como o despertar de uma consciência nela, e na verdade foi nele esse despertar, estendido a ela depois. Então a própria Eva deve ter assumido sua “culpa”, após ter adquirido consciência de sua grande cagada original.

 

Vou considerar essa hipótese somente, pq se pensarmos que ela agiu intencionalmente é ela a própria serpente que não aceita a inocência no homem ao seu lado. Mas, se fosse assim, nas histórias que chegaram a nós (desconsiderando essa pequena ficção que é meramente ilustrativa), a mulher teria sido banida do paraíso sozinha e o homem não teria sido castigado junto, e nem existiria a figura da serpente, um terceiro elemento que inspira a traição, a perversão, a inveja e em algumas leituras, o próprio Diabo, como bode expiatório.

 

Enfim, não há razão lógica para tal a não ser por didatismo. Não estou dizendo também que esse não tenha sido o principal motivo da criação da obra literária mais lida do mundo. Mas também não quero entrar nas teorias conspiratórias que discutem se é ou não é uma obra divina. O importante aqui é seu inegável valor literário e como tal, sujeito a interpretações, questionamentos e releituras sadias.

 

(continua...)



Escrito por driTama às 17h33
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O afogado (cont)

 

Completa as lacunas do corpo com a substância que simboliza a vida. E quem não morre repleto de vida? Assim como, nessa lógica a inversão tautológica também é verdadeira: E quem não vive repleto de morte? É meramente um joguete de palavras e sentidos, embora haja uma outra questão nesse caso que é o contato com o sublime e isso é interessante.

 

Frente a algo infinitamente maior que o ser humano têm-se a experiência “do sublime”. Exemplos clássicos: frente a um penhasco, frente ao mar (que inclusive possui uma literatura vasta em sua exaltação), frente a uma cachoeira, ou defronte a grandes fenômenos (naturais ou não) e mesmo aqueles de efeito psicológico ou traumáticos.

 

No caso da morte é mais nítido. A maioria das pessoas em contato direto ou indireto sentem o quão enorme é esse breve contato com tudo o que é objeto de sentido ao redor.  Os cheiros, gostos, parecem mais claros e detalhes ganham um aspecto precioso. É um dos poucos momentos em que se pode enxergar a parte e o todo juntos, porque é uma situação de alerta.

 

Provavelmente, o indivíduo que opte por ser encontrado à margem inchado, tenha esse vislumbre do sublime muito antes do ato premeditado. Ele sabe perfeitamente o caminho que vão lhe percorrer os invasores e que serão implacáveis e tiranos. Em questão de segundos sofridos a mesma fonte que protegeu um dia, sustentou no outro o fará sucumbir no seguinte.

 

E isso é algo muito grande. Um ato de suicídio quase nunca é mero impulso e quando o é, no ápice (se não ocorre nenhum acidente), o mais comum é que entrando em contato com o mesmo sublime o suicida volte atrás na sua escolha.



Escrito por driTama às 17h32
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RACIOCÍCIOS DE UMA MENTE INSANA

PARTE I – Sobre a futilidade feminina...

 

 

 

Digamos que a futilidade feminina em muitos casos pode ser índice de uma presença perturbada ou da genialidade de um ser que busca o equilíbrio necessário de vida irmanando superficialidade e profundidade extremas.

 

Privilégio do sexo feminino - desculpem-me machistas, feministas ou defensores do “direitos e deveres iguais, pós liberação sexual”, filho retrógrado dos anteriores (o mundo já deu um milhão de voltas após esse discurso) -  a associação bem sucedida entre futilidade e profundidade, em questões práticas, tornam-se “bombas atômicas” silenciosas e premeditadas, em casos ainda não estudados nesses termos por psicólogos, psicanalistas, psiquiatras, mestrados, doutores ou livre docentes, pelo menos no que consta o meu parco conhecimento.

 

Conscientemente ou inconscientemente a utilização da futilidade como mecanismo e instrumento de (co)existência existe desde que Eva, ou melhor, Lilith foi criada... e essa abominável “encarnação”, por sinal, foi a primeira mestra com consciência plena da inconsequência e inconsistência com que se faz a trama de relações. Deus então quis evitar esse tipo de mulher na face da Terra... em vão... porque apesar de serem raras elas existem...

 

 

 

 

Não há nenhum pré-requisito de genialidade para o desenvolvimento e entendimento dessa “tese” que é mais uma brincadeira e se assemelha mais a uma “filosofia regada a álcool em mesa de boteco”, basta ao interlocutor, no entanto, se (pre)dispor a aceitar o desenvolvimento nada programático das linhas a seguir, as quais inicialmente, em um panorama “genérico”, não “geral”, começaria (note em que tempo verbal estamos) nos primeiros anos de vida e das situações mais corriqueiras, até o grau máximo de perspicácia, sutileza e insanidade feminina não declarada... mas esqueça tudo isso... uma mente sã trabalha holarquicamente e organizadamente as questões, uma mente insana trabalha holarquicamente e incoerentemente as mesmas questões, fracionando o desenvolvimento quase linear do didatismo em partes incontáveis e nem sempre resolvidas... assim como qualquer pensamento, ou seja... divirta-se com a perda de tempo explícita... e depois não diga que não avisei...



Escrito por driTama às 11h04
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RACIOCÍCIOS DE UMA MENTE INSANA - continuação

1ª fase: na maternidade

A futilidade feminina começa antes do bebê nascer... com a família, logicamente porque é um ciclo vicioso, nem vale a pena discorrer sobre isso. Os pais, geralmente acham que “a filha” deve parecer um bibelô, ou uma boneca de porcelana, fazem questão de provocar a “feminilidade” que nem existe ainda no bebê... furando orelhas, enchendo de lacinhos, fitinhas, babadinhos, e outros inúmeros “inhos”, todos cor-de-rosa. Ah! Mas se você estava pensando: “e nas famílias desestruturadas ou com baixo poder aquisitivo... isso não acontece...”, tenho pouca coisa a declarar: “espere essa menina crescer! A futilidade é instintiva do sexo!”.

 

Para as mais afortunadas que não passaram por isso, ao pegar fotografias do tempo de recém-nascida, esperem pela exclamação alheia: “Parece um menininho!”. As mais afortunadas não terão fotografia, terão que agradecer aos pais conscientes, desleixados ou pobres que tiveram e mesmo assim não estarão nunca livres.

Escrito por driTama às 11h04
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RACIOCÍCIOS DE UMA MENTE INSANA - continuação

2ª fase: até os quinze anos

Período importantíssimo na formação do grau de “futilidade” de uma garota. Uma criança, mesmo pequena sabe conseguir as coisas que quer de todos se for astuta, porque toda criança já sabe como e eu não preciso exemplificar meu caro leitor! Lembre-se da sua infância ou vá ler Freud! Se for uma “Lolita” consegue ainda mais facilmente – e essas podem perder ou não a semente que a faria uma Lilith na vida adulta, parafraseando Nabokov.

 

 

 

3ª fase: dos quinze em diante

Identifica-se se a futilidade é utilizada conscientemente ou não pelas representantes do sexo, independente da opção sexual, em várias situações cotidianas, desde como escovar os dentes, até nas mais intrincadas relações, inclusive nas indagações diante o espelho.

 

 

 

Agora caro leitor, esqueça todas essas fases mentirosamente didáticas e futilmente apresentadas e vamos para o assunto real. (Note que às vezes uma das sub-técnicas da futilidade é a enrolação...)

 

Toda mulher alguma hora na vida terá que ser fútil, por sobrevivência, por conveniência social, por perpetuação da espécie ou por simples diversão. As que fazem por diversão adquirem um prazer sádico em brincar com os outros semelhantes sejam ou não do mesmo sexo. Como identificar: geralmente é outra mulher que faz o mesmo ou já fez que consegue, talvez alguns homens um pouco mais sensíveis ou quem sabe seu respectivo psicanalista. A mulher pode ser calada demais, expansiva demais, normal demais, excêntrica demais, pode ser muitas das opções ao mesmo tempo ou intercaladamente... ou seja, se você não prestar atenção nunca saberá.

 

 

A maioria dos homens acham que a futilidade é da natureza feminina, de fato estão certos...e errados ao mesmo tempo... a questão é a ordem dessa natureza não explícita até hoje... como técnica de castração e submissão dos desejos do outro.

 

A futilidade é uma armadilha armada e pronta para aprisionar. Como armadilha, conhece cada detalhe da presa – por isso quanto mais irmanadas forem a profundidade e a futilidade de uma mulher mais perigosa será uma relação com essa representante, ou seja, quanto mais a mulher conhecer sobre a natureza da vítima, melhor arquiteta será e melhor mestre-de-obras com esse instrumento dado desde o berço, ou se você preferir, como bagagem genética... os feromônios que o digam...



Escrito por driTama às 11h03
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RACIOCÍCIOS DE UMA MENTE INSANA - continuação

Nível básico: mulheres que vão para “baladas” pintam-se, arrumam-se, perfumam-se, etc... gastam horas arrumando o cabelo, “fazendo unha”, porque esse tipo de futilidade é esperado pelo sexo oposto, e mesmo dentro do próprio sexo. As representantes que não fazem nada disso, conscientemente negam-se a utilizar esse artifício de “captura”, ou por ideal, ou porque têm problemas psicológicos não resolvidos (logicamente com suas devidas sutilezas).

 

Primeiro objetivo: atingir qualquer tipo de alvo do sexo oposto ou não.

Segundo objetivo: exercer uma pressão psicológica sobre a concorrência

Terceiro objetivo: exercer uma pressão “física” sobre alguma presa pré-estabelecida ou sobre a concorrência relacionada

Quarto objetivo: tentar resolver um problema de ego apoiada na aprovação ou reprovação dos outros

Quinto objetivo: divertir-se sabendo que todos os objetivos anteriores acontecem ao mesmo tempo.

 

 

Nível Intermediário: ser frágil e superficial nas mais diversas situações cotidianas. Algumas mulheres realmente são por ingenuidade, mas, essa é uma espécie quase em extinção. Se você, caro leitor cruzar com esse espécime e ele for o extremo do grau de “futilidade” tome extremo cuidado, porque uma mulher pode realmente fazê-lo acreditar que é uma porta ou uma santa, ou até fazê-lo sentir-se superior, inteligente, forte, bonito, charmoso, “garanhão” e esperto demais para usá-la, até que na manhã seguinte, você acorde literalmente ou metaforicamente sem um rim.

 

Primeiro objetivo: conseguir conforto afetivo

Segundo objetivo: conseguir um emprego

Terceiro objetivo: conseguir conforto material

Quarto objetivo: conseguir sexo

Quinto objetivo: conseguir tirar-se de campo quando não quer mais uma relação

Sexto objetivo: conseguir uma relação fixa

Sétimo objetivo: conseguir manter uma relação fixa

Oitavo objetivo: destruir uma relação alheia

Nono objetivo: divertir-se sabendo que todos os objetivos anteriores podem acontecer ao mesmo tempo.

Décimo objetivo: Tornar o objetivo anterior um vício



Escrito por driTama às 11h02
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RACIOCÍCIOS DE UMA MENTE INSANA - continuação

Nível Profissional: Sabe aquela sua amiga louca e desestruturada que te manda e-mails e te liga fora do contexto, que não sabe se pensa pouco ou pensa demais e chega à conclusão que pensa demais sobre as coisas erradas, ou então, fica perdendo tempo e dinheiro elaborando um milhão de planos para afetar ou destruir a vida emocional ou material dos outros. Pensa grandiosamente sobre as pequenas coisas cotidianas, faz-se de ingênua, sabe utilizar seus atrativos físicos – e qualquer mulher tem – e esconde dos outros suas verdadeiras aptidões ou põe sempre em questionamento seu grau de inteligência? Essa representante chegou ao nível profissional da futilidade e do perigo, porque realmente consegue o que quer, por qualquer uma das vias e pode destruir várias barreiras de uma só vez e com uma jogada só. E as vezes podemos identificá-la como “camaleão” que vai se adequando e mudando conforme cada tipo de situação ou relacionamento.

 

Sempre deixará dúvidas sobre qualquer coisa, porque fingirá que não sabe nada, ou realmente pode não saber nada e mesmo assim continuar jogando. Pode também deixar bem claro o que está fazendo, ao mesmo tempo que encobre com a outra mão a cartada final e inesperada. É o tipo de mulher que pensa demais sobre a vida e sabe o que é necessário fazer para manipular e abrir qualquer porta, dizendo poucas palavras diretas ou na maioria das vezes indiretas, dependendo da situação.

 

Parece agir desesperadamente, emocionalmente, mas na verdade, mesmo esses atos são cautelosamente calculados para não desperdiçar uma única oportunidade em atingir suas metas. Em níveis patológicos ultrapassou a diversão, extrapolou o vício e entende esse nível de futilidade como se fosse o estado natural e equilibrado das “existências” no mundo. Pode então desestruturar organizações e alianças com a mesma simplicidade com que pisca os olhos ou com a mesma necessidade em saciar a fome.

 

Geralmente, mesmo quando utiliza os outros níveis de futilidade e consegue se manter absorvida por uma única pessoa ou um grupo, sente-se sozinha, porque nada no mundo pode ser maior, ou melhor do que ficar maquinando as tramas de relações, não por poder, mas por necessidade de existência dessa forma.

 

Ela fará todos a acharem pequena, porque isso pode ser uma proteção, e mesmo quando um dos jogos termina e tudo parece ser revelado, sempre em algum lugar ficará um ponto de interrogação sobre a sua personalidade ou sobre o modo como age e vê a vida. Ou tentará o inverso, ser maior e melhor do que está sendo, mas no geral, se sofre, é um sofrimento de conveniência, não de dor real, tudo é muito banal e superficial, por isso até prefere ser uma pessoa superficial em relação aos outros para não ter que lembrar que enxerga o mundo dessa forma.

 

Entre mais um milhão de problemas e um milhão de sofismas... elas existem...



Escrito por driTama às 11h01
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Porque mertiolate já não arde mais...

Ô maquinista pára esse trem aí! Cansei de tanto rodar e rodar... há 3 dias só ando em círculos e não chego a nenhum lugar! Só porque você tem cara de esquilo não significa que pode ficar aí rodopiando quebra-nozes e aqui só tem um vagão de passageiro o outro é só de pó de mica

 

Desliga esse troço e pára de falar... esse tec tec tec me irrita, quero comer a torta de morango da minha mãe... deixei  minha barbie sem querer na estação e ela ficou pelada porque o vestido de noiva tá aqui...ou será que ficou jogado sobre o tabuleiro do detetive?

 

Tira essa mão cheia de dedos daí e chega de por a moeda do papa-fichas na chaminé porque vai explodir tudo... e daí eu pego a minha bola lá em baixo no quintal e vou pro atari brincar sem você e espera porque  a torta não tá pronta.... a gelatina não endureceu, o morango não amoleceu e a massa não esfriou...

 

ÔÔÔÔÔ mãããããããããe ele me bateu!!!!! Mentira!!!!

 

Não fui eu! Agora sim vou te  socar!!!!!

 

Vamo montá uma trincheira e fazê guerra com meus bonecos aleijados????

 

Não quero, tenho menos que você e assim não dá pra ganhar...

 

Sabia que um dia todo mundo vai morrer????

 

.....................................................

......................................................

.....................................................

 

Buáááááa´´aááááááááááá!!!!!!!!!!!!! Buáááááááááááááááááááááá´!!!!!!!!!!!!!

 

Num chora não, vai demorar muito tempo ainda....

 

 

Track: “O mundo é um Moinho” - Cartola

 



Escrito por driTama às 11h00
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PESSOAS ESTRANHAS VIVEM ME PARANDO O CAMINHO

 Ontem eu estava recordando algo que já havia apagado da minha memória há muitos anos. Quando eu tinha 13 anos um homem por volta dos seus 30 e poucos me parou no meio da rua (no trajeto escola - ponto de ônibus - casa), me pegou pelo braço, sem agressividade, mas decidido, olhou bem dentro dos meus olhos e disse: “Você está aqui pra ser somente um elo e pra distribuir “olhos” (demorei muito pra entender o que significava isso), nunca vai fazer ninguém feliz... sua vida é ligar as pessoas e só isso! desista de ser feliz no amor, eu sei que você é nova e talvez nem namore ainda, mas nunca conseguirá ficar com ninguém por muitos e muitos anos, ou pelo resto da vida. Seu destino é ser só!”

Bom... lembrando disso hoje e lembrando também que isso me assustou tanto que fiz questão de não lembrar mais... fico revendo os percursos que fiz... inconscientemente quis fazer tudo ao contrário. Na época namorava sim... há um ano já... namoro complicado... primeiro namoro... eu entrei numa crise absurda, eu era toda “mística” na época... aberta demais... eu mandei uma carta enoooorme pro meu namorado terminando o namoro porque não ia conseguir fazê-lo feliz!!!!! Tsc, tsc, tsc... lógico que ele não quis terminar....e ficamos juntos mais quatro conturbados anos.

Logo em seguida entrei na faculdade e comecei a namorar outra pessoa... mais cinco anos... todos cíclicos... acho que vou ficar cinco anos sozinha agora....rs. Férias de relacionamentos longos, complicados e duradouros!!!! Não sei se acredito ou não no que me foi dito... “My name Isobel married to myself... my love Isobel living by herself”.... a única coisa que me conforta é que não tenho medo desses relacionamentos longos... não tenho medo de densidades e de me machucar, apesar de sempre doer muito...então tudo isso que estou dizendo é puro blábláblá...rs

Agora que meus canais de energia foram abertos novamente essas pessoas estranhas voltaram a me abordar do nada... sempre é engraçado... eu estava andando tranqüilamente naquele parque da pinacoteca... um serzinho esquisito, com uma camiseta do sepultura (era um tiozinho já) pegou minha mão... começou a fazer umas escrituras esquisitas por alguns segundos e disse: “Você será rica um dia!!!!” ... Ai... como tem gente que tem o dom de dizer o que precisamos ouvir em determinados dias!!!! rs... por mais que seja bizarro e engraçado... bom... isso realmente quero que aconteça....

É estranho... porque todas essas pessoas não quiseram nada em troca, tipo as ciganas que aceitam “prendas” pra ler sua mão no meio da rua.... argh!!!!.... fujo tanto!!!!

Em outra ocasião eu estava naquela feirinha na frente do Masp, com meus pais, comprando uma bolsa, ou algo do gênero... a mulher da barraca pegou minha mão, mas não no movimento de ler... só segurou-a por um tempo, olhou pra mim e para meus pais e disse: você vai casar com um homem moreno, bonito, de olhos castanhos,  um pouco mais alto que você e cercado de muitas pessoas influentes.... hahahahahhahahahaha.... considerando que quase 80% da população é assim (exceto pelo “pessoas influentes”) e que meu “tipo preferido” é exatamente esse... até eu posso prever isso!!!!!!... ah... ela disse que eu faria Direito... hummmm... isso nunca me pareceu uma probabilidade, tanto que fui fazer Artes Plásticas... mas acho que desenterrei isso porque ontem estava falando pro meu pai que vou prestar vestibular esse ano de novo... pra Direito... sei lá, trabalhando perto dessa área comecei a gostar de algumas coisas.... mas não sei de nada ainda... manipular leis me parece hoje mais interessante...(maldosa) deve ser por isso que vou ficar rica... e acho que vou casar com um político... só por fachada... hahahahahahaha, preciso parar de falar besteiras antes.....



Escrito por driTama às 11h17
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Perdeu-se cachorrinho vira-lata malhado que atende pelo nome de Xuxú. Criança doente! Gratifica-se bem...

Ouço as vozes dos monges na minha cabeça dizendo: O aprendizado foi interrompido por outro aprendizado. Quando um terminou o outro teve que ser reiniciado do ponto em que tinha parado (ponto final)

e meu corpo adoeceu novamente. Fechou-se um ciclo. Desprendo energia em lugares errados. Fico doente por distúrbios emocionais. Sempre...

 

Qual o meu problema???

Por esse lugar comum tanta gente já passou, nessa linha bamba tanta gente já riu, chorou, relutou e despencou... "isso passa!!!", tenho que mais uma vez enfiar essa "máxima" na minha cabeça todos os dias pela manhã ao acordar e tomar banho, porque o banho já não limpa meus dias... compulsiva tomo uns três banhos mesmo nesse frio pra ter a sensação de que meus anos estão sendo "lavados"... ahhhhh tolinha.... tão em vão... cadê Dorothy e seus sapatos vermelhos que levam a qualquer lugar? Cadê Xuxú? Cadê Totó? Cadê o arco-íris? quem sabe talvez encontrar pelo caminho cruzado de pedras amarelas que leva à Cidade das Esmeraldas não o espantalho ou o homem de lata, mas o coelho e a rainha de copas... o gato freak e tomar o chá das cinco... mas eu sou fútil!!!! eu combinaria os sapatos vermelhos com uma capa vermelha e sairia cantarolando: "pela estrada afora eu vou bem sozinha, levar esses doces para a vovózinh....", até cruzar com um lobo velho e acabado que tinha acabado de comer na casa de tijolo logo atrás dele os três porquinhos...  que soprar que nada... inventaram o papai noel pra quê?

na pior das hipóteses eu correria pro outro lado onde haveria um banco e choraria a até aparecer a fada azul... de duas uma... ou ela me transformaria em menino de verdade ou me transformaria em abóbora depois da meia noite... e eu só queria poder sentir!!!!! o que fiz de errado????

Estou farta de jogar minhas tranças pra que possam subir... serei eternamente adormecida até meu príncipe chegar em um porsche branco e escalar o pé de feijão para enfrentar o gigante e me beijar, mas quem disse que vou fiar e espetar meu dedo numa agulha? não tenho vocação pra Amélia não... prefiro a maçã envenada pela inveja do "espelho, espelho meu..." eu sou sempre bela, você é a fera!!!! além disso vi a dama de copas no tarô... ela me faz mal...

e qual caminho seguir se meus sapatos vermelhos me levam onde quero ir?

 

"The Return of the Drama Queen"



Escrito por driTama às 21h05
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Ultimamente ando deturpando o que antes achava que era amor, ultimamente ando apunhalada por paixão... ácida, intragável. Só pra variar um pouco...

Quando perdemos o texto que estávamos por horas escrevendo, devido a um "erro fatal" no computador, a primeira reação é ficar putíssimo... a segunda é choramingar e fazer um pouco de drama, a terceira é pensar: pra que publicar mais um texto piegas e clichê?... feitos de versos livres e rimas pobres equivocadas que falam de coisas que todo mundo já sentiu um dia... é mais fácil simplesmente dizer: "hoje estou sentindo muita, muita saudade..."

subentende-se todo o resto...

é tão simples! pra quê lirismo???



Escrito por driTama às 20h50
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